Quem olha de dia, vê uma favela com saneamento básico e água canalizada.Um sítio absolutamente horripilante.
Porém, uma furtiva visita nocturna ao centro da terra deixou-me maravilhado.
Nunca na vida havia presenciado coisa semelhante.
O local é constituído por uma amálgama de bares e casas de comes e bebes, sobretudo bebes.
De cada um deles sai música, completamente fedorenta e mais alta do que a da porta ao lado.
Os autóctones - presuntivamente de raiz celta ou saxónica -, em estado de embriaguez colectiva, ululam no meio da rua, desafiando-se mutuamente no objectivo de alcançar o coma.
As senhoras, altivas e sobranceiras nas suas reduzidas vestes de noite, bamboleiam o rabo e pequenas malinhas de mão do alto de sapatos capazes de fazer vertigens a um montanheiro experimentado.
Há bebidas que são servidas em copos gigantescos, com líquidos de múltiplas cores, imensas palhinhas e que deitam luz.
Os neons imperam, todo o espectro de cor está presente.
No ar, um vago cheiro a maresia, urina e vomitado.
Não fiquei mais de 30 minutos, pois a minha mulher recusou-se terminantemente a por lá permanecer mais tempo.
Disse que não via qual podia ser a piada de tamanha degradação, que eu era doido por insistir em ficar e que não estava para aturar malucos.
Onde já se viu?
Prometi a mim próprio voltar ao Algarve com brevidade só para montar um video sobre Albufeira, ao melhor estilo do National Geographic.
Fica, entretanto, uma fotografia deste magnífico exemplar da fauna local.
Do melhor.

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