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15 maio 2011

cavaleiros do vento #5








Da semana passada, muito ao fim da tarde, quase sem luz.
Ainda assim, achei que valia a pena publicar.

18 agosto 2010

Louvor

Merece público reconhecimento e louvor a tolerância das autoridades marítimo-portuárias para com a utilização do plano de água da foz do Lima durante as manobras de carga de água por aeroplanos de combate a incêndios que, infelizmente, tiveram novamente lugar durante o dia de hoje.
De facto, em vez da usual e exagerada interdição total da utilização da zona interior da barra, a PM e o ISN estabeleceram uma linha de segurança para oeste do meridiano do extremo do molhe sul, reservando para a amaragem dos aeroplanos parte do canal de navegação da barra, mas permitindo a utilização da zona a nascente, conforme é evidenciado pela imagem ao lado, correspondente ao percurso que efectuei.
Demonstra isto que há ainda na administração do Estado quem perceba o que são os princípios da proporcionalidade e da adequação, denotando uma sensatez, um equilíbrio e um bom-senso que não são muito usuais na gestão da coisa pública.
Espero bem que seja opção a manter para o futuro.
Por via dessas limitações, o windsurf deteve-se na dita linha de segurança.
Mas valeu a pena a deslocação do Porto, para um fim de tarde de 5,7 e 93l, com vento na casa dos 35 a 40 nós, a ganhar força até à aproximação da noite.
De salientar que os aeroplanos voaram toda a tarde (segundo me disseram, pois apenas cheguei às 17.30h) e fizeram a última amaragem às 20.06h, precisamente quando tinha acabado de sair da água.
Soube a pouco, mas eram maiores os interesses em causa.

10 julho 2010

Obrigado ISN

Hoje, valeram-me os tripulantes de uma embarcação semelhante a esta.
Cheguei a Viana já tarde, pelas 18,30, mas, como havia vento, não resisti a ir para a água.
Navegava só eu e o Tó, que a meio do canal, uns 500 ou 600m à minha frente é parado por um zebro.
Presumindo que era a Polícia Marítima, atiro-me à agua e fico nas pedras do molhe sul, a ver no que paravam as modas, para tentar evitar a multa.
Vem o Tó dizer-me que afinal eram os bombeiros, porque com o incêndio que lavrava na serra, vinham os aviões a carregar água, pelo que não se podia atravessar o canal, sob pena de se acabar espetado num pinheiro da Serra d'Arga.
Sem poder ir ao molhe norte e com a fortíssima corrente da vazante que se fazia sentir o Tó começa a ser arrastado, eu volto à praia, vou ver o que se passa com ele e encontro-o já dentro do zebro, que o rebocou para dentro.
Fico a brincar entre a praia e a bóia 3 e, de repente, vejo uma prancha muito parecida com a minha a deslizar como um foguete e acto contínuo, catrapum, grande trambolhão.
Afinal era mesmo a minha prancha, o pé de mastro tinha ficado mal apertado e soltou-se.
Lá fui atrás dela, apanhei-a, volto atrás a buscar a vela, tento montar aquilo, mas na água é praticamente impossível.
Com a corrente forte já ia à deriva a caminho da bóia 1, quando me lembro do zebro, que estava uns 300 ou 400m a barlavento.
Saco do apito, dou três gaitadas, o zebro vem, pesca-me e põe-me de volta na praia.
Pouparam-me pelo menos uma hora de natação, uns quilómetros a pé com o material às costas e um regresso a casa com noite fechada.
Porém, não me safaram do raspanete doméstico.
O que eu ouvi!
Ainda assim, fico a dever-lhes uma.

29 junho 2010

De volta ao windsurf

Pois, tem-me esquecido o relógio, tive-o emprestado uns tempos e, vai daí, esta época começou mal documentada.
Mas tudo voltará rapidamente ao registo normal.
No Sábado, não verifiquei as configurações, o Rui havia alterado a fixação de sinal para minuto a minuto, pelo que nem valeu a pena guardar o ficheiro que é demasiado errático.
Reposta no Domingo a fixação a cada segundo, aqui está a trilha de uma bela tarde de windsurf, com 28,7km percorridos em 2h15m, com a velocidade máxima de 57,9 km/h.
É, desde que recorro ao GPS para fazer registos, o meu record pessoal de velocidade.

06 junho 2010

F10, 48 nós, 88 Km/hora!


Foi um dia épico, do melhor que o Cabedelo dá.
Material?
O mais pequeno, claro!
4,7m de vela e 93l de prancha.
Entrei com 4,7, o vento caiu, troquei para 5,7, e fiz meia dúzia de bordos.
Voltou a subir e peguei outra vez na 4,7.
Em boa hora, porque quando o pico da rajada chegou aos 48 nós era absolutamente impressionante.
São estes os dias que lavam a alma.

15 abril 2010

Começou a época!


Este foi o primeiro teste com a Gopro na água, em fim de semana em grande, com 7m no Sábado e 8,5m no Domingo (dia das filmagens).
Tenho, claramente, um problema de codificação, evidente na pixelização de parte da imagem.
Não percebo a causa.
Usei precisamente a mesma rotina aplicada aos H.264 da Mk2, ou seja, conversão para ProResLT, ingestão no FCP, edição, exportação com o codec de edição através do Compressor para criar um ficheiro base e exportação para um mp4, H264, a 6000Kb/s através do QT7 para publicação web e para a Ps3.
O resultado é a cagada acima.
Já tentei outras configurações de codecs e bitrates e o melhor resultado que consegui foi com H264 a 18.000Kb/s, sensivelmente melhor do que o que está publicado
Ainda assim, longe do desejado.
Lá vou ter de perder umas horas a tentar encontrar um workflow adequado a estes ficheiros.
Porque é que estas coisas são sempre tão complicadas?

(adianto desde já que vou fazer o possível por fazer um pequeno video do tanque no próximo Domingo)

ACTUALIZAÇÃO: entretanto, substitui o ficheiro de 6000Kb/s, por este, a 18.000 Kb7s. Está melhor, mas longe de estar bem.

27 setembro 2009

Viva o aquecimento global


O gelo ártico cresceu 27% desde 2007, o Outono já chegou, fazem 30º graus de temperatura em Viana, a água está perto dos 20º, faz vento.
Ou seja, um mundo perfeito, tirando o facto de o Sócrates não ter tido uma apoplexia.
Todavia, nem esse palerma conseguiu estragar o dia de hoje, que esteve para lá de perfeito.
Vento de 30 a 35 Km/hora, calor, água quente, tudo se conjugou para um dia maravilhoso.
Entrei com 7m e 120l, deixei a barra em dois bordos, fui até ao Rodanho onde havia ondas a rebentar com cerca de meio metro.
Pelo caminho, ainda andei no despique com o Luís, que estava de kite.
Lindo.
Foram 31,63km, em 2.06h de mar, com uma velocidade máxima de 43,5km/hora
Ontem também esteve um bom dia, com vento muito mais fraco, aí pelos 20 a 25 Km/hora, entrei com 8,5m e 165l, estive fora da barra uns 3/4 de hora.
Um percalço desagradável: navegava de gás, sensivelmente a meio da baía e, de repente, zás, catrapuz, estava debaixo da vela.

Nos primeiros segundos não se pensa em mais nada que não seja sair debaixo do material e procurar ar.
Depois, pensa-se no pior.
Partiu o mastro ou a retranca!Sem mastro ou retranca, é nadar até terra ou esperar que apareça ajuda.
Nadar um quilómetro a empurrar o material é coisa para uma hora e resulta numa tarde estragada.
Feita a inspecção, afinal tinha sido o cabo da escota.
Claro que tinha de partir mesmo ao meio, só para me deixar quase sem hipótese de usar uma das pontas.
No meio da vaga, demorei uns bons 10 minutos a amarrar novamente a vela à retranca (5 segundos, em terra) vim à praia, apertei direito e em frente que atrás vem gente.
32,13km, 2.07h, 44,1Km/hora.

20 setembro 2009

Últimos cartuchos


Já cheira a Outono, começa a fazer algum frio, o vento já falha, é a despedida da época.
Hoje, dia muito irregular, com duas velas (5,7 e 7,0) e duas pranchas (120 e 165) para fazer face às variações do vento.
Dia coberto, com vento fresco, água cinzenta, a fazer lembrar aqueles dias de Inverno.
Também, depois de 20 dias a seco, a verdade é que qualquer coisa servia.
Foram 22,96Km, durante 2.07h, com uma velocidade máxima de 42,6Km/h.
Que pena não ser Maio.
O fim do dia, na tasca da Ti Maria, com umas percebes apanhadas pelo Zé Leitão e umas cervejolas, estava assim.
Entretanto, vai no Cabedelo um enorme burburinho: no dia 1, a Polícia Marítima fez uma investida com motas de água, identificou uma data de gente e terá passado umas dezenas de autos.
É a questão de saber se é possível fazer windsurf e kitesurf na entrada da barra de um porto.
Que eu saiba (e já vou a Viana há mais de 10 anos) nunca a PM tinha levantado autos de contra-ordenação.
Já no ano passado aparecia ocasionalmente um zebro, dando indicações que não era permitida a pasagem pelo canal de navegação, mas mais nada para além disso.
Agora começaram a passar multas.
Vai acabar o windsurf em Viana?
Não pode!

26 agosto 2009

Uma fotografia de telemóvel por dia


Aqui está a minha JP Xcite Ride 165 l, com uma Gaastra GTX 8,5m.
Na terça, o vento estava fraco, daria à tangente para 8,5m, mas entretanto baixou de tal maneira, que acabei por nem entrar.
Na quarta,, dia 26, esteve de oeste, pelo que foi mais um dia a seco.
Entretanto, serve este post para satisfazer a curiosidade manifestada pelo Nuno a propósito de pranchas, velas, volumes e superfícies.
O windsurf é praticável com ventos entre os 10 e os 100Km/hora.
O material tem se adaptar às condições de vento e, naturalmente, de mar, ponderando também o peso do marinheiro.
Com vento fraco a água é lisa, com vento forte cresce, há vagas, que aumentam na proporção da sua intensidade.
Há que considerar também a ondulação que não é gerada pelo vento.
O princípio geral é o de que quanto mais forte o vento, mais pequena deve ser a prancha (com menos volume medido em litros) e a vela (com menor superfície em metros quadrados).
Eu uso o seguinte material, as pranchas JP e as velas Gaastra:
Uma Xcite Ride Pro 165 - na fotografia em cima -, com uma GTX 10,5, uma GTX 8,5 e uma Matrix 7,0, para ventos na roda, respectivamente de 15, 20 e 25 Km/hora.
Uma Xcite Ride Pro 120, com a Matrix 7,0 e a Manic 5,7, para ventos na ordem, respectivamente, de 30 e 40 Km/hora.
Uma Freestyle Wave Pro 93, com a Manic 5,7, a Manic 4,7 e a Manic 4,0, para ventos à volta, respectivamente, de 50, 60 e mais de 80Km/hora.
Esta regra sofre algumas variações em funções do estado da água, já que, com ondas ou mar muito desordenado, é preferível sempre entrar com a prancha mais pequena, mais manobrável e melhor adaptada a condições difíceis e com uma vela maior.
Outras vezes, no limite inferior de vento de uma vela, usa-se uma prancha maior que o recomendado, para ter maior flutuação e, consequentemente, maior capacidade de planar.
A escolha do volume das pranchas é feita em função do peso do marinheiro, sendo que a mais pequena deve equivaler ou ser inferior ao peso, sem capacidade de flutuação na falta de vento, a média ter mais 30 litros do que o peso, permitindo já a flutuação sem vento e a grande 80 ou mais litros que o peso, de modo a permitir planar com facilidade em condições de vento muito fraco.
Utilizando esta rubrica, irei publicando as várias combinações do material e deixarei algumas notas sobre as diferentes modalidades da arte.
Esclarecido, moço?

24 agosto 2009

Uma fotografia de telemóvel por dia


JP Xcite Ride 120l e Gasstra Matrix 7,0m a repousarem nos fenos, depois de mais uma árdua batalha.

23.08.2009


O vento estava a soprar desde manhã, anunciado um belo dia de cacetada.
Fui às compras, lavar o carro da minha mulher e quando volto, pelas 16h, nada, tinha caído completamente.
Teimoso, montei 7 metros, com 120l, na esperança de conseguir dar umas planadelas no canal, onde o vento é sempre mais forte, aguardando que, com a mudança da maré, voltasse a subir.
Assim foi.
Dois bordos a planar no limite, sempre a abrir ao vento e, boom, o tipo volta e em força.
Andei carregado, durante 1,40h, fiz 31,36km com uma velocidade máxima de 44,7 Km/hora.
Um bordo espectacular, desde a bóia 2 (a vermelha) até à praia do rio, numa bolina cerradíssima, tangente ao bico do molhe sul.
Já uma vez perdi uma deriva numa brincadeira semelhante.
If you never fail, you will never succeed

22.08.2009 - Salvamento

Já a festa ia adiantada quando me lembrei de ligar o aparelhómetro.
Mas foi um dia fantástico, com vento entre os 40 e os 50 Km/hora, mareta cavada, mas comprida, com a Gaastra Manic 5,7 e a JP Freestyle Wave 93l.
São estas as minhas condições favoritas.
Andei bem mais de 2 horas, tenho registados 19,25Km, mas devo ter feito mais de 30 e o registo máximo da velocidade foi de 46,2Km/hora.
O dia foi marcado por uma miúda basca que se passou no meio do canal.
Que "estava probando uma tabla pequena" que "no sacava el uatastá" e "que me voi a morir".
Depois de muitos "tranquila" e uns quantos "no passa nada", que não tivesse medo, que ia sair às pedras, quando já pensava em aplicar a regra nº 3 do salvamento marítimo (ou-atinas-ou-levas-duas-chapadas-nas-ventas-que-é-para-te-passar-o-histerismo), lá chegou às pedras do molhe sul.
Ainda a tentei convencer a fazer um bordo para fora, para conseguir entrar, ou deixar-se arrastar com a corrente para sair na praia, mas a miúda estava cansada, com frio e com medo.
Sem bem o que isso é.
Tirei-lhe o material pelos calhaus, veio outro rapaz que ajudou ao carrego até à autocaravana e, pronto, fico com mais um salvamento no currículo.
O melhor de todos, foi sem dúvida o de um palerma que mal sabia andar e que estava encostado nas pedras na ponta sul do molhe norte.
Eram já umas 19.00 de um belo dia de Verão, com vento forte, meio de nordeste, e mar crescido, quando topei com o gajo e fui ter com ele a perguntar se precisava de ajuda.
Que não, dizia o gajo.
Fiquei de olho no tipo e, passados uns 15 minutos, voltei e perguntei-lhe se ía passar ali a noite.
Não, estava só a descansar.
Vais-te quilhar, pensei.
Voltei a sair a barra e, ao entrar, lá estava o tipo a flutuar já a uns bons 300m metros para lá da linha do molhe norte.
Fui ter com ele, tentei acalmá-lo (agora já chorava) e tratei de buscar um barco.
E onde?
Nem uma embarcação na linha do horizonte.
Ao fim da tarde entram sempre tantos barcos e, logo quando era preciso, é que nada.
Decido entrar a barra para ir telefonar para o ISN e que vejo junto à bóia 3: a lancha da Brigada Fiscal da GNR, a abrir pelo canal fora.
Bolina cerrada para a trajectória da lancha, atiro-me à água, saco do apito do meu colete e faço alto aos gajos.
Foi absolutamente surreal.
Abrandam, perguntam o que se passa, informo que está um homem no mar.
Saíram, partiram de um ponto e desenharam uma trajectória em espiral até o pescar.
Quando o largaram na linha de costa já era escuro e o animal estava branco como a cal.
Não o voltei a ver em Viana

22 agosto 2009

21.08.2009 e 20.08.2009 - Os antípodas

O senhor lá de cima abriu as janelas, as portas e os portões.
Fez uma corrente de ar de meter medo ao susto.
Entrei carregado, com a Gaastra Manic 4,7 e a JP Freestyle Wave 93l e só aguentei 1.30h e com algum descanso de permeio.
A água toda branca, mareta tamanho XXL, vento com rajadas de 70km/hora, uma nuvem de areia no ar, dia para amarrar as criancinhas a uma poita para ficarem a bater ao vento.
Mete medo (muito), mas já tinha saudades de um dia assim.
Claro que não me atrevi a meter um pé fora da barra, nem sequer para espreitar.
Foi fantástico.

Em contraponto, o dia de ontem foi uma cagada em três actos.
Dia da Procissão ao Mar, esqueceu-me por o atrelado na praia de manhã.
Logo aí, para começar, foi quase meia hora para fazer os 200m de distância até lá.
Depois, a Santa chamou o vento, mas também o escorraçou.
Ao princípio da tarde soprava nos 40km/hora, mas, quando acabou a procissão, caiu muito.
Entrei com 7m e 120l, mas ao fim da tarde, parou completamente, de tal modo que acabei nas pedras, sem qualquer hipótese de vencer a corrente da vazante.
Valeu pela água lisa, a permitir uma boa velocidade, que chegou aos 48,3Km/hora.

(esqueci-me de desligar o GPS e só dei por ela em casa)

20 agosto 2009

18.08.2009 - Fraquinho, fraquinho...

Entrei tarde, quando cheguei estava forte, para 5,7 e 90 litros.
Mal faço o primeiro bordo, o cabrão (não tem outro nome) para.
Fiquei à saída da barra, sem flutuação, a olhar para ontem.
Lá consegui entrar à rasca, depois de dois bordos manhosos e acabei nas pedras do molhe sul, com uns bons 20m de natação para chegar a terra .
Pior sorte teve o Alberto, que saiu directo para o mar a acabou por vir do Rodanho com o material às costas.
São uma data de quilómetros.
Troquei para 120 litros e fiquei dentro da barra a brincar na água lisa.
Os últimos 3/4 de hora salvaram o dia, quando o palerma do vento se lembrou de voltar a subir.
28,73Km, percorridos em 2.05h, com uma velocidade máxima de 46,8Km/hora.
Quarta-feira, népia.
Solução: bovagantes em Baiona.
Menos mal.

17 agosto 2009

16.08.09 - Outro dia de sonho

Novamente presente, o vento esteve hoje um pouco mais fraco que ontem.
Não chegou aos 40 Km, montei a mesma vela, mas com mais volume nos pés: entrei com a JP Xcite 120l.
Fui directo para o mar, fiz alguns alguns bordos em frente ao Luziamar, com alguns saltos na vaga pequena e depois, com um amigo, arrisquei uma saída para fora, para desfrutar de vagas a sério.
Má decisão.
O vento falhava completamente logo a seguir à linha do molhe norte e, em mar aberto, não se brinca.
Portanto, desisti a meio.
Na volta ainda gozei com a vista da linha de costa marcada pelo horror das construções de Vila Praia de Âncora e pelo cónico Monte de Santa Tecla.
Outra vez na segurança da baía, fui até aos penedos da Orbitur e como o vento começava a falhar, optei por entrar na barra, para não correr o risco de voltar a pé.
Dois bordos de uma bolina completamente fechada (um muito comprido, para lá da linha do molhe norte), no limite da linha de vento, com o peso todo à frente, e estava dentro.
Só a forte corrente da vazante (muito forte mesmo) me impediu de passar o bico do molhe sul e chegar directo à praia do rio no segundo bordo.
Do bico para a praia do Coral, com algum receio por cauda dos dois penedos que aparecem na vazante e que ainda estavam submersos (descobri hoje que foram finalmente marcados com bóias) e, daí, tentei fazer um bordo completamente ao largo até à praia do Rio, que falhou com um spinout à saída do porto de pesca, por causa da total falta de vento provocada pelas construções.
Foram 27,29km, durante 01.49h, com uma velocidade máxima de 47,5km/h.
Segunda-feira no Porto, a seco.
Mas terça-feira há mais!
Assim queira Eolo.

16 agosto 2009

15.08.09 - Voltou e voltou perfeita

Depois de 3 dias a seco, a derreter ao calor, está de volta a Nortada.
Segundo as previsões, aguenta-se até sexta-feira.
Hoje (ontem), vento entre os 35 e os 40 Km/hora, mar com alguma vaga, não mais de um metro.
Montei a Gaastra Manic 5,7 e a JP Freestylewave 93l, andei durante 2.16h, fiz 31,30km de água e cheguei aos 46,3km/hora.
Saí da barra ao fim de quase uma hora e, mal cheguei à praia, o vento caiu muito.
Com um submersível debaixo dos pés, não havia que fazer.
Era voltar a pé, com o material às costas.
Teimoso, andei uma boa meia hora a planar no limite, apenas na zona em frente à entrada da barra, logo abaixo da Orbitur, sempre a abrir ao vento, até que, de repente, booom, voltou e mais forte do que antes.
Garantiu ainda uma hora de divertimento puro e a volta a casa pela água, sempre em bolina cerrada.
Lição do dia: nunca desistir.

12 agosto 2009

Praia do Forte do Cão

Com este calor, pouco é o vento que faz.
Hoje, não mais do que 20 Km/hora e só pelo final da tarde.
Podia ter entrado com 8,5m ou 10,5m e 165l, mas nem me apeteceu.
Depois de 4 dias seguidos a andar, dois com 5,7 e outros dois com 7 metros, não valia a pena.
Em vez disso, passeei pela praia do Forte do Cão a recolher imagens.
É um sítio muito bonito, sem história assinalável, que recordo como o local onde parti pela primeira vez uma corrente (a subir aqueles degraus feitos na pedra, a sueste do forte, vindo de um caminho de pé posto que o liga ao farol de Montedor)
Vou experimentar pela primeira vez o Final Cut Pro 3, já converti os ficheiros para ProRes422 HQ (gigantescos, por sinal) e vou tratar do corte e costura.
Fica aqui o percurso efectuado, gentileza da minha Sogra.


Amanhã ou depois, conforme corra a coisa, publico o video.