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08 julho 2010

Está tudo doido?

Das duas uma: ou a estação meteorológica da Vianalocals deu o berro ou então estão a suceder-se fenómenos muito, muito estranhos.
Segundo o registo de hoje, entre as 15h e as 21h, o vento esteve permanentemente a rodar de Sul para Norte e vice-versa, em curtos períodos de tempo, com variações de intensidade muito grande.
Alguém pode confirmar por observação directa?
Que diabo é que se anda a passar?
Ontem, o tsunami meteorológico lá para os lados dos mouros.
Hoje, isto.
Será o prenúncio da vinda do Mafarrico à Terra?

Hoje quarta, amanhã sexta, depois de amanhã sexta outra vez...

Afinal não é só a mim que o calor está a fazer mal.
Aos senhores do Instituto Português de Meteorologia e Geofísica (agora, claro, Instituto de Meteorologia, IP, sim, IP, de sítio-onde- estão-uns-gajos-a-comer-do-nosso-rico-dinheiro-à-grande-e-à-francesa) não só lhes deu para suprimir a quinta-feira, como para duplicar a sexta.
E, ainda por cima, inventaram agora o tsunami meteorológico.
Andou o Caius Julius a fazer um calendário tão arrumadinho para isto?...
Agora tenho uma dúvida: devo apresentar-me ao serviço na sexta que antes era sábado?
Se não for, a entidade patronal pode marcar-me falta e descontar-me o dia?

28 fevereiro 2010

Xynthia - um temporal de vento


Vale a pena deitar os olhos ao gráfico da estação meteorológica da Vianalocals instalada no farolim do molhe Sul da barra de Viana do Castelo, para observar as condições extremas de tempo que hoje ocorreram.
Extraordinária a descida a pressão atmosférica a acompanhar a subida do vento Sul até quase 140km/hora no pico da rajada.
Curioso é também verificar que, pelas 4 da tarde o vento de Sul caiu completamente, a coincidir com o início da chuva, rodou para Noroeste e voltou a entrar em força desse quadrante na ordem dos 100km/hora, consolidando-se à medida que subia a pressão.
O resultado foram 2.582 quedas de árvores, 95 desabamentos, 141 deslizamentos, 801 inundações, 1.025 quedas de estruturas e uma vida perdida.
Não fosse esta morte e teria sido um dia interessante, para recordar no futuro.
Custa-me a perceber como é que alguém deixa um filho sair de casa no meio deste temporal e custa-me mais a entender como é que os responsáveis pela catequese não cancelaram as actividades do dia, face ao mais que previsto e divulgado quadro de tempo extremo, mas enfim, a imprudência das pessoas não tem limites.
E, como se vê, paga-se com vidas.
Só lamento a pobre da criança que lá ficou.

Actualização: no alto de Õrduna, na Vizcaya, o tarau atingiu 228 Km/hora. Verdadeiramente impressionante.