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27 setembro 2009

Viva o aquecimento global


O gelo ártico cresceu 27% desde 2007, o Outono já chegou, fazem 30º graus de temperatura em Viana, a água está perto dos 20º, faz vento.
Ou seja, um mundo perfeito, tirando o facto de o Sócrates não ter tido uma apoplexia.
Todavia, nem esse palerma conseguiu estragar o dia de hoje, que esteve para lá de perfeito.
Vento de 30 a 35 Km/hora, calor, água quente, tudo se conjugou para um dia maravilhoso.
Entrei com 7m e 120l, deixei a barra em dois bordos, fui até ao Rodanho onde havia ondas a rebentar com cerca de meio metro.
Pelo caminho, ainda andei no despique com o Luís, que estava de kite.
Lindo.
Foram 31,63km, em 2.06h de mar, com uma velocidade máxima de 43,5km/hora
Ontem também esteve um bom dia, com vento muito mais fraco, aí pelos 20 a 25 Km/hora, entrei com 8,5m e 165l, estive fora da barra uns 3/4 de hora.
Um percalço desagradável: navegava de gás, sensivelmente a meio da baía e, de repente, zás, catrapuz, estava debaixo da vela.

Nos primeiros segundos não se pensa em mais nada que não seja sair debaixo do material e procurar ar.
Depois, pensa-se no pior.
Partiu o mastro ou a retranca!Sem mastro ou retranca, é nadar até terra ou esperar que apareça ajuda.
Nadar um quilómetro a empurrar o material é coisa para uma hora e resulta numa tarde estragada.
Feita a inspecção, afinal tinha sido o cabo da escota.
Claro que tinha de partir mesmo ao meio, só para me deixar quase sem hipótese de usar uma das pontas.
No meio da vaga, demorei uns bons 10 minutos a amarrar novamente a vela à retranca (5 segundos, em terra) vim à praia, apertei direito e em frente que atrás vem gente.
32,13km, 2.07h, 44,1Km/hora.

20 setembro 2009

Últimos cartuchos


Já cheira a Outono, começa a fazer algum frio, o vento já falha, é a despedida da época.
Hoje, dia muito irregular, com duas velas (5,7 e 7,0) e duas pranchas (120 e 165) para fazer face às variações do vento.
Dia coberto, com vento fresco, água cinzenta, a fazer lembrar aqueles dias de Inverno.
Também, depois de 20 dias a seco, a verdade é que qualquer coisa servia.
Foram 22,96Km, durante 2.07h, com uma velocidade máxima de 42,6Km/h.
Que pena não ser Maio.
O fim do dia, na tasca da Ti Maria, com umas percebes apanhadas pelo Zé Leitão e umas cervejolas, estava assim.
Entretanto, vai no Cabedelo um enorme burburinho: no dia 1, a Polícia Marítima fez uma investida com motas de água, identificou uma data de gente e terá passado umas dezenas de autos.
É a questão de saber se é possível fazer windsurf e kitesurf na entrada da barra de um porto.
Que eu saiba (e já vou a Viana há mais de 10 anos) nunca a PM tinha levantado autos de contra-ordenação.
Já no ano passado aparecia ocasionalmente um zebro, dando indicações que não era permitida a pasagem pelo canal de navegação, mas mais nada para além disso.
Agora começaram a passar multas.
Vai acabar o windsurf em Viana?
Não pode!

24 agosto 2009

23.08.2009


O vento estava a soprar desde manhã, anunciado um belo dia de cacetada.
Fui às compras, lavar o carro da minha mulher e quando volto, pelas 16h, nada, tinha caído completamente.
Teimoso, montei 7 metros, com 120l, na esperança de conseguir dar umas planadelas no canal, onde o vento é sempre mais forte, aguardando que, com a mudança da maré, voltasse a subir.
Assim foi.
Dois bordos a planar no limite, sempre a abrir ao vento e, boom, o tipo volta e em força.
Andei carregado, durante 1,40h, fiz 31,36km com uma velocidade máxima de 44,7 Km/hora.
Um bordo espectacular, desde a bóia 2 (a vermelha) até à praia do rio, numa bolina cerradíssima, tangente ao bico do molhe sul.
Já uma vez perdi uma deriva numa brincadeira semelhante.
If you never fail, you will never succeed

22.08.2009 - Salvamento

Já a festa ia adiantada quando me lembrei de ligar o aparelhómetro.
Mas foi um dia fantástico, com vento entre os 40 e os 50 Km/hora, mareta cavada, mas comprida, com a Gaastra Manic 5,7 e a JP Freestyle Wave 93l.
São estas as minhas condições favoritas.
Andei bem mais de 2 horas, tenho registados 19,25Km, mas devo ter feito mais de 30 e o registo máximo da velocidade foi de 46,2Km/hora.
O dia foi marcado por uma miúda basca que se passou no meio do canal.
Que "estava probando uma tabla pequena" que "no sacava el uatastá" e "que me voi a morir".
Depois de muitos "tranquila" e uns quantos "no passa nada", que não tivesse medo, que ia sair às pedras, quando já pensava em aplicar a regra nº 3 do salvamento marítimo (ou-atinas-ou-levas-duas-chapadas-nas-ventas-que-é-para-te-passar-o-histerismo), lá chegou às pedras do molhe sul.
Ainda a tentei convencer a fazer um bordo para fora, para conseguir entrar, ou deixar-se arrastar com a corrente para sair na praia, mas a miúda estava cansada, com frio e com medo.
Sem bem o que isso é.
Tirei-lhe o material pelos calhaus, veio outro rapaz que ajudou ao carrego até à autocaravana e, pronto, fico com mais um salvamento no currículo.
O melhor de todos, foi sem dúvida o de um palerma que mal sabia andar e que estava encostado nas pedras na ponta sul do molhe norte.
Eram já umas 19.00 de um belo dia de Verão, com vento forte, meio de nordeste, e mar crescido, quando topei com o gajo e fui ter com ele a perguntar se precisava de ajuda.
Que não, dizia o gajo.
Fiquei de olho no tipo e, passados uns 15 minutos, voltei e perguntei-lhe se ía passar ali a noite.
Não, estava só a descansar.
Vais-te quilhar, pensei.
Voltei a sair a barra e, ao entrar, lá estava o tipo a flutuar já a uns bons 300m metros para lá da linha do molhe norte.
Fui ter com ele, tentei acalmá-lo (agora já chorava) e tratei de buscar um barco.
E onde?
Nem uma embarcação na linha do horizonte.
Ao fim da tarde entram sempre tantos barcos e, logo quando era preciso, é que nada.
Decido entrar a barra para ir telefonar para o ISN e que vejo junto à bóia 3: a lancha da Brigada Fiscal da GNR, a abrir pelo canal fora.
Bolina cerrada para a trajectória da lancha, atiro-me à água, saco do apito do meu colete e faço alto aos gajos.
Foi absolutamente surreal.
Abrandam, perguntam o que se passa, informo que está um homem no mar.
Saíram, partiram de um ponto e desenharam uma trajectória em espiral até o pescar.
Quando o largaram na linha de costa já era escuro e o animal estava branco como a cal.
Não o voltei a ver em Viana

22 agosto 2009

21.08.2009 e 20.08.2009 - Os antípodas

O senhor lá de cima abriu as janelas, as portas e os portões.
Fez uma corrente de ar de meter medo ao susto.
Entrei carregado, com a Gaastra Manic 4,7 e a JP Freestyle Wave 93l e só aguentei 1.30h e com algum descanso de permeio.
A água toda branca, mareta tamanho XXL, vento com rajadas de 70km/hora, uma nuvem de areia no ar, dia para amarrar as criancinhas a uma poita para ficarem a bater ao vento.
Mete medo (muito), mas já tinha saudades de um dia assim.
Claro que não me atrevi a meter um pé fora da barra, nem sequer para espreitar.
Foi fantástico.

Em contraponto, o dia de ontem foi uma cagada em três actos.
Dia da Procissão ao Mar, esqueceu-me por o atrelado na praia de manhã.
Logo aí, para começar, foi quase meia hora para fazer os 200m de distância até lá.
Depois, a Santa chamou o vento, mas também o escorraçou.
Ao princípio da tarde soprava nos 40km/hora, mas, quando acabou a procissão, caiu muito.
Entrei com 7m e 120l, mas ao fim da tarde, parou completamente, de tal modo que acabei nas pedras, sem qualquer hipótese de vencer a corrente da vazante.
Valeu pela água lisa, a permitir uma boa velocidade, que chegou aos 48,3Km/hora.

(esqueci-me de desligar o GPS e só dei por ela em casa)

20 agosto 2009

18.08.2009 - Fraquinho, fraquinho...

Entrei tarde, quando cheguei estava forte, para 5,7 e 90 litros.
Mal faço o primeiro bordo, o cabrão (não tem outro nome) para.
Fiquei à saída da barra, sem flutuação, a olhar para ontem.
Lá consegui entrar à rasca, depois de dois bordos manhosos e acabei nas pedras do molhe sul, com uns bons 20m de natação para chegar a terra .
Pior sorte teve o Alberto, que saiu directo para o mar a acabou por vir do Rodanho com o material às costas.
São uma data de quilómetros.
Troquei para 120 litros e fiquei dentro da barra a brincar na água lisa.
Os últimos 3/4 de hora salvaram o dia, quando o palerma do vento se lembrou de voltar a subir.
28,73Km, percorridos em 2.05h, com uma velocidade máxima de 46,8Km/hora.
Quarta-feira, népia.
Solução: bovagantes em Baiona.
Menos mal.

17 agosto 2009

16.08.09 - Outro dia de sonho

Novamente presente, o vento esteve hoje um pouco mais fraco que ontem.
Não chegou aos 40 Km, montei a mesma vela, mas com mais volume nos pés: entrei com a JP Xcite 120l.
Fui directo para o mar, fiz alguns alguns bordos em frente ao Luziamar, com alguns saltos na vaga pequena e depois, com um amigo, arrisquei uma saída para fora, para desfrutar de vagas a sério.
Má decisão.
O vento falhava completamente logo a seguir à linha do molhe norte e, em mar aberto, não se brinca.
Portanto, desisti a meio.
Na volta ainda gozei com a vista da linha de costa marcada pelo horror das construções de Vila Praia de Âncora e pelo cónico Monte de Santa Tecla.
Outra vez na segurança da baía, fui até aos penedos da Orbitur e como o vento começava a falhar, optei por entrar na barra, para não correr o risco de voltar a pé.
Dois bordos de uma bolina completamente fechada (um muito comprido, para lá da linha do molhe norte), no limite da linha de vento, com o peso todo à frente, e estava dentro.
Só a forte corrente da vazante (muito forte mesmo) me impediu de passar o bico do molhe sul e chegar directo à praia do rio no segundo bordo.
Do bico para a praia do Coral, com algum receio por cauda dos dois penedos que aparecem na vazante e que ainda estavam submersos (descobri hoje que foram finalmente marcados com bóias) e, daí, tentei fazer um bordo completamente ao largo até à praia do Rio, que falhou com um spinout à saída do porto de pesca, por causa da total falta de vento provocada pelas construções.
Foram 27,29km, durante 01.49h, com uma velocidade máxima de 47,5km/h.
Segunda-feira no Porto, a seco.
Mas terça-feira há mais!
Assim queira Eolo.

16 agosto 2009

15.08.09 - Voltou e voltou perfeita

Depois de 3 dias a seco, a derreter ao calor, está de volta a Nortada.
Segundo as previsões, aguenta-se até sexta-feira.
Hoje (ontem), vento entre os 35 e os 40 Km/hora, mar com alguma vaga, não mais de um metro.
Montei a Gaastra Manic 5,7 e a JP Freestylewave 93l, andei durante 2.16h, fiz 31,30km de água e cheguei aos 46,3km/hora.
Saí da barra ao fim de quase uma hora e, mal cheguei à praia, o vento caiu muito.
Com um submersível debaixo dos pés, não havia que fazer.
Era voltar a pé, com o material às costas.
Teimoso, andei uma boa meia hora a planar no limite, apenas na zona em frente à entrada da barra, logo abaixo da Orbitur, sempre a abrir ao vento, até que, de repente, booom, voltou e mais forte do que antes.
Garantiu ainda uma hora de divertimento puro e a volta a casa pela água, sempre em bolina cerrada.
Lição do dia: nunca desistir.

12 agosto 2009

Praia do Forte do Cão

Com este calor, pouco é o vento que faz.
Hoje, não mais do que 20 Km/hora e só pelo final da tarde.
Podia ter entrado com 8,5m ou 10,5m e 165l, mas nem me apeteceu.
Depois de 4 dias seguidos a andar, dois com 5,7 e outros dois com 7 metros, não valia a pena.
Em vez disso, passeei pela praia do Forte do Cão a recolher imagens.
É um sítio muito bonito, sem história assinalável, que recordo como o local onde parti pela primeira vez uma corrente (a subir aqueles degraus feitos na pedra, a sueste do forte, vindo de um caminho de pé posto que o liga ao farol de Montedor)
Vou experimentar pela primeira vez o Final Cut Pro 3, já converti os ficheiros para ProRes422 HQ (gigantescos, por sinal) e vou tratar do corte e costura.
Fica aqui o percurso efectuado, gentileza da minha Sogra.


Amanhã ou depois, conforme corra a coisa, publico o video.

11 agosto 2009

Suunto X10 Military

A minha santa Sogra ofereceu-me um relógio catita pelo meu aniversário.
Só agora tive oportunidade de começar a desvendar os profundos mistérios de tão complexa maquineta:
.
Entre outras maravilhas, o GPS incorporado permite seguir os percursos que efectuo, entre os quais estão obviamente os de windsurf.
Aqui está o dia de hoje, num total de 23,61Km percorridos, durante 02:02:48, com uma velocidade máxima de 44,1Km/hora.
Montei uma vela Gaastra Matrix 7,0m e uma prancha JP Xcite 120l.
Vento fraco a moderado, entre os 20 e 30 Km/hora.
Água lisa dentro da barra, praticamente sem mareta, picado em mar aberto, com vaga de metro.
Sem ondas.

Se me der na telha, vou fazer aqui um diário dos meus percursos de windsurf.