20 maio 2011

motas #1

Não é coisa que me interesse particularmente, mas há algumas bem bonitas.
Esta é uma delas.

18 maio 2011

dunas #2

Este local deu-me a ideia para uma nova série de fotografias, acerca da luta do Homem contra a Natureza.
É, como espelham estas imagens, um combate inglório.
Tive azar, porque passei por lá na hora errada.
Gosto de tirar fotografias nas duas ou três horas antes do ocaso, que é quando a luz é realmente bonita, mas, nesta situação em concreto, as sombras pronunciadas estragaram a quase totalidade dos planos que fiz.
Ficam estas duas, que, não sendo as melhores do conjunto, não estão muito afectadas pela sombra.
Terei que lá voltar, de manhã, após o nascer do sol, para apanhar a luz ao contrário, de nascente para poente, de modo a iluminar o "vale" entre os dois montes de areia.
É um "secret spot", vejam lá se guardam segredo.

17 maio 2011

dunas #1

Esta imagem é uma não-fotografia.
Não tem um ponto focal evidente, não tem presença humana (apesar de imperceptível, está, de facto, um homem no cabeço da duna), não tem história, não tem nada.
Uma paisagem igual a tantas outras, em que apenas se destaca o reflexo da duna e da lua na areia molhada da praia.
Publico-a porque sim.

16 maio 2011

bichos #4


Disse-me o dono que têm um mês e foi ontem pela primeira vez ao mar.
É manifesto que não lhe agradou.
Quando deu por mim (estava agachado em zona onde não ia a água) refugiou-se debaixo das minhas pernas a ganir.
Um castiço.

15 maio 2011

cavaleiros do vento #5








Da semana passada, muito ao fim da tarde, quase sem luz.
Ainda assim, achei que valia a pena publicar.

12 maio 2011

Bichos #3





Quem vem pela Nacional 13 e encontra a rotunda que precede a velha Ponte Eiffel (em contínua reforma), tem, pela esquerda, uma denominada avenida que começa ladeada por uma bela alameda e que vai desembocar no lugar que conheço pelo Cabedelo.
Tem a praia, a magnífica baía, com o sol, o vento, o windsurf e o kitesurf como seus principais atractivos, tem a estrutura portuária e um edificado pouco denso, marcado por alguns edifícios de habitação colectiva e muitas moradias, algumas de boa qualidade e gosto, notando-se, porém, uma evidente falta de cuidado na manutenção das infra-estruturas, nomeadamente no que se refere a arruamentos, equipamentos e estruturas de lazer.
O cabeço sob o ante-porto é uma lástima (e tantas potencialidades tinha) o Luziamar está no estado que documentam as fotografias que precedem este post, o apoio de praia temporário é minúsculo e os permanentes muito mal cuidados, desmazelados até, os passadiços de acesso à praia muito deteriorados e com uma manutenção irregular, os dois parques de campismo com muito fraco aspecto, sem outro equipamento de lazer que seja digno desse nome e o espelho de água existente no Rio Lima serve apenas de ancoradouro ao ferry (?) e de ponto de lançamento a umas chumbeiras de pescadores.
Para lá do porto comercial, há também mesmo junto à foz do rio um pequeno estaleiro que por aqui já retratei. .
Quem for de carro é o que vê e vale bem a pena pela estonteante beleza natural da vista sobre a baía e sobre a cidade e o monte que a acolhe, coroado com o templo a Santa Luzia.
A pé, o quadro é substancialmente diferente.
Com a cidade do outro lado do rio, ainda é possível encontrar cenários de ruralidade como os que evidenciam estas imagens (espero dentro em breve conseguir fazer mais imagens dos cavalos, com planos mais aproximados) e uma intrincada teia de caminhos de terra que se desenvolvem ao longo da mata que vai sem interrupção até à Amorosa e, depois dela, até à povoação do Castelo do Neiva.
aqui publiquei algumas imagens de alguns trechos desses caminhos e em breve dedicarei atenção a outros, bem como à exploração industrial existente na mata e à exploração de sargaço do Castelo do Neiva.
Será a minha visão de uma porção do nosso litoral que, com todos os seus defeitos, é ainda assim maravilhoso.
Sempre a pé e com base no Cabedelo.