30 novembro 2010

All Bufeira

Quem olha de dia, vê uma favela com saneamento básico e água canalizada.
Um sítio absolutamente horripilante.
Porém, uma furtiva visita nocturna ao centro da terra deixou-me maravilhado.
Nunca na vida havia presenciado coisa semelhante.
O local é constituído por uma amálgama de bares e casas de comes e bebes, sobretudo bebes.
De cada um deles sai música, completamente fedorenta e mais alta do que a da porta ao lado.
Os autóctones - presuntivamente de raiz celta ou saxónica -, em estado de embriaguez colectiva, ululam no meio da rua, desafiando-se mutuamente no objectivo de alcançar o coma.
As senhoras, altivas e sobranceiras nas suas reduzidas vestes de noite, bamboleiam o rabo e pequenas malinhas de mão do alto de sapatos capazes de fazer vertigens a um montanheiro experimentado.
Há bebidas que são servidas em copos gigantescos, com líquidos de múltiplas cores, imensas palhinhas e que deitam luz.
Os neons imperam, todo o espectro de cor está presente.
No ar, um vago cheiro a maresia, urina e vomitado.
Não fiquei mais de 30 minutos, pois a minha mulher recusou-se terminantemente a por lá permanecer mais tempo.
Disse que não via qual podia ser a piada de tamanha degradação, que eu era doido por insistir em ficar e que não estava para aturar malucos.
Onde já se viu?
Prometi a mim próprio voltar ao Algarve com brevidade só para montar um video sobre Albufeira, ao melhor estilo do National Geographic.
Fica, entretanto, uma fotografia deste magnífico exemplar da fauna local.
Do melhor.

07 novembro 2010

Juliano vai às vindimas - III




Juliano vai às vindimas - II





Juliano vai às vindimas - I





Sala esférica

O que é isto?

Não sei.
Mas é bonito.

Late harvest

Fui ver o meu burrico.
No meio da vinha, ainda há alguns bagos perdidos.
São doces.

Deslumbramento comunicacional

Ontem, na esplanada do Velasquez, um casal de surdos-mudos conversava animadamente.
O respeito devido obrigou-me a guardar a reserva adequada, impedindo-me de observar atentamente aquela maravilhosa forma de comunicação.
E de, como desejaria, a fotografar.
Esta bonita menina, com a inocência das crianças, olhava a conversa do interior do café, tão deleitada quanto eu.
Não resisti a um disparo furtivo para fixar o momento.
Instante mágico.

03 novembro 2010

Dia 3: vejam, vejam!

Já tenho a bateria e, num ângulo impossível, por entre as folhas, lá conseguir chegar ao tronco onde enfiaram os alevins.
Entre hoje e amanhã ou saltam ou morrem.

Dia 3: ainda há uma vintena

Estúpido, esqueci-me da bateria da câmara em casa, que levei ontem para carregar.
Assim, se não conseguir dar um salto a casa à hora de almoço, não há imagens.
Seja como for, sobram uns vinte, um ou outro já tenta saltar para o corpo dos pais, mas eles apanham-nos e voltam a colocá-los no sítio.
Na falta de fotografias dos alevins, vai uma da Pancrácia feita ontem.

02 novembro 2010

Dia 2: agora com vídeo

O pai babado

Esta saiu ao acaso e gostei do ar sombrio.
Precisava de uma 100mm Macro.
O tipo é incansável a defender o espaço do lado direito.
Ninguém passa.

(a imagem não está cortada, é o ficheiro original, apenas redimensionado para metade do tamanho original)

Dia 2: they live

Hum!
Habitualmente, perdem-se na primeira noite depois da eclosão.
Porém, não há redução significativa do número de alevins.
O facto de se terem aguentado mostra que os pais conseguem tomar conta deles.
É um bom sinal.
O próximo momento crítico acontecerá quando passarem para o corpo dos pais.
Se sobreviverem, o Margem vai ter novamente animação.

(é o raio para conseguir fazer fotografias. Focagem manual à pata é uma chatice. Tenho de ir buscar o tripé)

01 novembro 2010