31 outubro 2009

Uma panorâmica



Faz tempo que não publicava uma panorâmica.
Aqui está.
O lado esquerdo está um bocado despido porque as aponogeton não rebentaram.
Tenho dois ou três peixes com parasitas intestinais e está tudo a metrodinazol na comida para limpar a tripa.
Se calhar vou fazer também na água, não vá o diabo tecê-las.
É uma chatice, mas são ossos do ofício.
Os Alenquer andam a tremelicar muito, pelo que é provável que apareça por aí uma postura.
Era engraçado ter outra vez uma ninhada.
Vamos a ver.
A preocupação agora são a porcaria das fezes translúcidas.
Cacat, na verdadeira acepção da palavra.

27 outubro 2009

Frio


Parece que, finalmente, vem aí algum frio.
Começará a arrefecer na segunda-feira e, a confirmar-se a previsão, nevará alguma coisa que se veja lá para o dia 8.
Oxalá se confirme.

25 outubro 2009

Pega de Comboiinho


Hoje ao jantar e com um conviva socialista (daqueles muito empedernidos), discutia-se a vontade do Vigarista-Mor de implementar o casamento entre rabetas.
Às duas por três, saiu-me: pois é, o Sócrates até pode deixar cair o TGV, mas de certeza que não larga o comboiinho.
Ainda que a despropósito, não resisti a partilhar.

23 outubro 2009

IAPLC 2009


Este é o mais afamado concurso internacional de aquariofilia.
Nenhum dos primeiros classificados que podem ver acima me deslumbrou.
Até acho o meu mais bonito que uma boa parte deles.

(é favor não esquecer de carregar no botão HD para ter uma imagem decente. É que isto é do Youtube, meus meninos, não é o luxo do Vimeo)

21 outubro 2009

As primeiras neves


Só agora, já quase no fim de Outubro, começou a nevar.
Ano passado, por esta altura, já tinham caído umas "tordas" de respeito.
A Nevada está com 5cm de neve acumulada acima dos 2000m, em Baqueira parece que caiu coisa se se veja, mas as webcams estão desactualizadas (a imagem ao lado é de hoje dos Pirinéus) e em San isidro espera-se que esta noite neve acima dos 1700m.
As estações começam a abrir a partir de 15 de Novembro, mas, por este andar, só se for para esquiar nas pedras.
É ver como evoluem as coisas e esperar por uma Siberiana das antigas, daquelas que deixam 2 metros de cada vez.
(Um ano, uma apanhou-me em Baqueira e era de tal modo que andava-se com neve pelo meio das pernas à hora de almoço em pistas que haviam sido pisadas pela manhã)

20 outubro 2009

Imac's com 27 polegadas?!


De Cupertino chegaram hoje notícias fresquinhas acerca dos novos brinquedos.
Pois não é os tipos fizeram um Imac com um ecrã de LED's de 27", incluíram um quadcore na gama, com um máximo de 16Gb de Ram, 2 Tb de disco e possibilidade de uma excelente ATI a processar gráficos?
Deve ser uma máquina fantástica, que enfrentará de igual para igual muitas das configurações Macpro que para aí andam.
Gostava de deitar as unhas a um.
Mas, nos tempos mais próximos, as minhas poupanças para tralhas estão a ser inteiramente canalizadas para um televisor de LED's de 55 polegadas e, por outro lado, não invisto mais um cêntimo em equipamentos sem saber o que vai ser da tecnologia Light Peak.
Absolutamente decepcionante é a conectividade externa. Apenas uma FW80 e nada de E-Sata. Acho que era exigível uma porta E-Sata para facilitar ligações rápidas a discos externos e parecia-me absolutamente essencial, ao menos, a existência de duas FW800.
Só compreendo isto no quadro da anunciada chegada ao mercado no próximo ano das ligações Light Peak.
Mas mesmo assim...
Sem surpresas, ainda não foi desta que Mr. Jobs fez as pazes com o Bluray. Será só teimosia? Custa a crer.
Encomendado já está um dos novos Magic Mouse que parecem absolutamente extraordinários. Nada de partes mecânicas, apenas o toque dos dedos, de que tanto gosto nos portáteis.
Dentro de 5 a 8 dias úteis estará cá.

Ufa!


Acordei esta madrugada com o telefone a tocar.
Era a vizinha de baixo do escritório.
Houve uma inundação, precedida de um estrondo muito grande.
A primeira imagem que me veio à cabeça foi a do aquário rebentado, os peixes mortos, a tragédia final.
Fui para lá com o coração nas mãos.
Mas não.
Foi só uma infiltração de água pelo telhado, o tabique do tecto que cedeu, uma sala destruída pela água e pelo entuho, móveis espatifados, equipamento danificado.
Pormenores insignificantes.
Afinal, não tenho medo nenhum que o céu me caia em cima da cabeça.
Tenho é medo que me "arrebente" o aqua.
(parece que foi o palerma de um pássaro que se lembrou de morrer na caleira e, com a chuva forte da noite, foi entupir a saída de água. Tansbordou a caleira, o telhado é daqueles antigos, sem placa interior, e os tectos ainda são naquele tabique, com rede e ripas de madeira a sustentar o gesso. Veio tudo abaixo. É pena, mas é mais uma sala que vai ter de levar com o famigerado tecto falso de pladur. Sacrifica uma mão travessa ao magnífico pé-direito, já pouco comum nos dias de hoje, mas, enfim, c'est la vie)

16 outubro 2009

Ó pra eles...


Está a ver, Mac, como os Lordes de Alenquer deixam o seu Pancrácio comer sossegadinho.
Lamento ser um clip assim seguido, mas só tinha um cartão de 1G e foi para o que deu.
Para montar seria preciso ter uns 7 ou 8 minutos de captura, para ficarem só os melhores planos.
Mas não resisti a deixar aqui o espectáculo.

13 outubro 2009

Symphysodon aequifasciata alenquer


Pronto, eu quando meto uma coisa na cabeça, não há quem ma tire.
Fazia muito tempo que queria ter uns animais selvagens, cismei há algumas semanas que havia de arranjar um casal fértil para reprodução e aqui está ele.
Um magnífico par de discus Alenquer com 16cm.
Trata-se de uma estirpe selvagem, sem modificações genéticas em relação aos peixes que vivem no Amazonas, mas que já é nascida em cativeiro e não capturada no rio.
Vieram hoje e, como é normal, estão muito assustados, escuros, com o muco danificado, não comem e estão metidos no canto que escolheram como seu.
Mas, contra a minha expectativa inicial, não houve correrias contra os vidros e até já deram umas voltas pelo aquário e debicaram pelo chão.
Parece que os demais artistas gostaram da companhia e, quando o casal se passeou pelo aqua (o que só aconteceu duas ou três vezes) lá foram todos atrás em formação cerrada.
O Pancrácio continua com ar de chefe da banda, o que lhe deve passar quando o casal começar a comer e a explicar ao povo que quem manda (e come primeiro) é o mais gordo.
Espero que se habituem à nova casa e façam muitos meninos.
Até estou nervoso.

( o aqua fica maravilhoso com estes animais. Parece outro)

Aviso á navegação

Esta noite vai haver novidades.
Fiquem atentos, que vale a pena.
Só vou agora jantar, mas lá para a meia-noite já deve estar por aqui um videozito de uma certa coisa que só eu sei.

09 outubro 2009

Jessica - O verdadeiro amor de Funes - III


Foi carta pra Portugau.
Foi uma, foi outa e mais outa. Foi carta prá xuxu.
O portuga num disse nada, não.
Belo dia, Janu veio com Zé Piqueno, bandido do pior, homê de briga feia, já despachou mais de vinte da militar.
Que tava rico, dizia o negão, porrê de cachaça.
Saíu na cobra, preguntei . Qui não, que tinha saído era xibiu cheinho da branca, que mim ia levá pá Portugau.
Vim com Cardosinho, mais a branca entalada na xoxota. Caso feio, pois não?
Xeguei e não voltei. Piguei a grana do pó, arranjei pensão na Alegria, casa linda, gostosa, gente boa.
Ligue pró estaminé de Cardosão, era pra mi ligalizar mais o minino, disse à moça no orelhão.
Marcou dia, hora, coisa solene.
Meti meu milhô vestido, mulhê boazuda qui sou, bunda rebolona e teta espetada, um pagode de tesão.
Cardosinho guinchava que nem vira-lata, ia conhecê papai.
No dia do ajuste, fui.
Tinha lá uma moça magrela, óculo de garrafa, dente podre, uma tábua de passá.
Cardosão támém lhi comeu o cabaço?
Qui não, doutô não comi cabaço, doutô dimora, muita ocupação, de papê e telefone.
Mi mandou sentá em banco de pau.
Tês hora de remexer revista de foto velha, cu minino dando biqueiro na canela da magrela, disse pá entá.
Tava anafado e gôdoroso, o coisa-ruim, rebentando na calça justa, de terno coçado.
Qui era para dizê o qui quiria.
- Sô Jessica da Anunciação. Este aqui é Cardoso da Anunciação.
Ele levantô o oiho de vaca mansa e ficou mirando, o cara-de-pau.
- Sim?
- Jessica, a cabocla da fazenda de coronê Estácio. Esta belezura aqui é Cardosinho, seu rebento.
Mi deu dois tapa, mi botou mais o moleque pra corrê, sempê xingando, o sem vergonha.
Qando cabou a grana do pó, fui pá rua, puta de vida de quenga, chupâ verga mole, dâ o xibiu, levâ no cu.
Nunca mais lhe voltê a vê.
Qui Egun lhe guie os passo.

08 outubro 2009

Jessica - O verdadeiro amor de Funes - II


Dipois de Cardosinho nascê, neguinho lindo, cabou os cruzeiros do Coroné.
Na marineti, me enrabichei por Janu, negão de Minas Gerais, qui mi levou a vivê na favela.
Janu pegava forte na cachaça, na maconha e na branquinha, macho de jogá todo o dia, o que tem e o que num tem, em todo o castelo do Recife, doutô na malandragem, facadista do melhô.
Os primeiro mês foi porreta.
Depois veio o tapa em mim, o tapa no Cardosinho, filho da puta e do português, berrava o negão.
A segui, porrada grande, home que bate em mulhê e mínino não tem quiba.
Antes morré a tal xódó.
Sem tê pró comê do míníno e pró bebê do negão, fui a D. Felisbina, caftina mais batida.
Comecei no bataclã “Flô da Estrela”.
Oxente, marafona come do que num quê, rodando o balaio e dando a xoxota.
Mas o gigolô queimava na maconha a farinha e o feijão do moleque.
Dois ano passou e Cardosinho pigou bexiga.
D. Felisbina mandou carta pra Sinhá Maria, santa mulhé de seu Epanimondas, mãe dos pobre, pidindo piedade e o nome do pai pró míníno.
A resposta veio depois e caftina leu o nome e endereço do gringo: vivia em Portugau, era trefetreque montado na grana, que Omolu o proteja, okê arô.

06 outubro 2009

Jessica - O verdadeiro amor de Funes - I


Eu lhi conto minha istória com seu Funes.
Seu Funes, não, seu Cardosão, que foi assim qui o conhici.
Vivia eu, minina e moça, em Pernanbuco, com papai e mamãe, batendo pé de cacau pró coroné Estácio.
Belo dia, filho de coroné, seu Epanimondas, chigou da capital bachareu, dando estada a seu Cardosão.
Moço anafado, perna cutá, támem bachereu, lá de Portugau.
Vinha da Venezuela, não sei di fazer quê.
Mi comeu cus olhos logo qui mi viu.
Noitinha adentro, me arrombou os tampos no chão da sanzala.
Mi foi comendo o xibiu, sempre que mi deitava mão.
No cafezal, na cabana de Papai, nos matos, nos caminho, em todo o lugá.
Peguei barriga.
Lhe disse que ia ser papai e o cara se escafedeu.
Menina de meus 15 anos e já não moça.
Papai me desancou coça de cinto e me botou no olho da rua.
Fui prá capital com o nénen e a roupa do corpo.
Coroné Estácio mandou grana pá eu fazé o dismancho, mas eu não tirei o minino não.
Saiu moço-varão.
Veio ao mundo num saveiro de Recife, no hálito da cachaça.
Chovia prá burro e o nénem nasceu no chão, filho de cabocla puta e pai fujão, por graça de Oxossum e bênção de Yemanjá