31 agosto 2009

Bombos da Festa - o segundo episódio da Senhora da Agonia


A minha ideia inicial era fazer apenas 3 clip's, a Festa de Fogo, já publicado, este, os Bombos da Festa e um terceiro e último, "Senhora da Agonia"
Revendo as imagens (como já referi são mais de 3 horas) vejo material com qualidade suficiente para fazer mais dois episódios intercalares, "Mordomas" e "Procissão ao Mar"
O último episódio acabará por ser um mix das imagens que mais me agradam de cada um dos capítulos, combinado com aquelas que acho que seria pena encafuar num disco rígido para a eternidade.
Espero que gostem.

26 agosto 2009

Uma fotografia de telemóvel por dia


Aqui está a minha JP Xcite Ride 165 l, com uma Gaastra GTX 8,5m.
Na terça, o vento estava fraco, daria à tangente para 8,5m, mas entretanto baixou de tal maneira, que acabei por nem entrar.
Na quarta,, dia 26, esteve de oeste, pelo que foi mais um dia a seco.
Entretanto, serve este post para satisfazer a curiosidade manifestada pelo Nuno a propósito de pranchas, velas, volumes e superfícies.
O windsurf é praticável com ventos entre os 10 e os 100Km/hora.
O material tem se adaptar às condições de vento e, naturalmente, de mar, ponderando também o peso do marinheiro.
Com vento fraco a água é lisa, com vento forte cresce, há vagas, que aumentam na proporção da sua intensidade.
Há que considerar também a ondulação que não é gerada pelo vento.
O princípio geral é o de que quanto mais forte o vento, mais pequena deve ser a prancha (com menos volume medido em litros) e a vela (com menor superfície em metros quadrados).
Eu uso o seguinte material, as pranchas JP e as velas Gaastra:
Uma Xcite Ride Pro 165 - na fotografia em cima -, com uma GTX 10,5, uma GTX 8,5 e uma Matrix 7,0, para ventos na roda, respectivamente de 15, 20 e 25 Km/hora.
Uma Xcite Ride Pro 120, com a Matrix 7,0 e a Manic 5,7, para ventos na ordem, respectivamente, de 30 e 40 Km/hora.
Uma Freestyle Wave Pro 93, com a Manic 5,7, a Manic 4,7 e a Manic 4,0, para ventos à volta, respectivamente, de 50, 60 e mais de 80Km/hora.
Esta regra sofre algumas variações em funções do estado da água, já que, com ondas ou mar muito desordenado, é preferível sempre entrar com a prancha mais pequena, mais manobrável e melhor adaptada a condições difíceis e com uma vela maior.
Outras vezes, no limite inferior de vento de uma vela, usa-se uma prancha maior que o recomendado, para ter maior flutuação e, consequentemente, maior capacidade de planar.
A escolha do volume das pranchas é feita em função do peso do marinheiro, sendo que a mais pequena deve equivaler ou ser inferior ao peso, sem capacidade de flutuação na falta de vento, a média ter mais 30 litros do que o peso, permitindo já a flutuação sem vento e a grande 80 ou mais litros que o peso, de modo a permitir planar com facilidade em condições de vento muito fraco.
Utilizando esta rubrica, irei publicando as várias combinações do material e deixarei algumas notas sobre as diferentes modalidades da arte.
Esclarecido, moço?

25 agosto 2009

Festa de Fogo (para Funes, com desprezo)


Uma vez que a bruxa sodomita mostrou tanto empenho no fogo da Agonia (deve sonhar rabear com a vassoura pelo meio dos petardos), aqui fica um pequeno excerto editado das 3h, 13m e 38s de imagens que tenho das Festas da Senhora da Agonia deste ano, que, em H264, perfazem 36,65Gb e, convertidas para ProRes422HQ, de maneira a serem editáveis no Final Cut Pro sem necessidade de constante renderização, uns meros 215Gb.
Eu (com todos os dignos proprietários das Canon 5D Mark II desse mundo) aguardo ansiosamente pelo Snow Leopard, com data de comercialização prevista para o próximo dia 28 do corrente, para ver se evito continuar a converter previamente os ficheiros com codificação H264.
Claro que arquivarei apenas os ficheiros originais, pelo que os codificados com o ProRes vão para o lixo mal acabe de editar o projecto dos três episódios previstos.
Este é o primeiro episódio, apenas com o fogo, a que chamei "Festa de fogo".
Ainda esta semana publicarei o segundo, também com menos de 5 minutos, integralmente dedicado aos Zés Pereiras, com o título "Os bombos da festa"
A seu tempo, porque exige muito corte e costura, sairá um video de conjunto, com não mais de 10 minutos, denominado "As festas da santa" .
Sim, já sei que podia encontrar outras coisas mais interessantes com que me entreter, mas, que querem, eu gosto mesmo é destas coisas.

24 agosto 2009

Uma fotografia de telemóvel por dia


JP Xcite Ride 120l e Gasstra Matrix 7,0m a repousarem nos fenos, depois de mais uma árdua batalha.

23.08.2009


O vento estava a soprar desde manhã, anunciado um belo dia de cacetada.
Fui às compras, lavar o carro da minha mulher e quando volto, pelas 16h, nada, tinha caído completamente.
Teimoso, montei 7 metros, com 120l, na esperança de conseguir dar umas planadelas no canal, onde o vento é sempre mais forte, aguardando que, com a mudança da maré, voltasse a subir.
Assim foi.
Dois bordos a planar no limite, sempre a abrir ao vento e, boom, o tipo volta e em força.
Andei carregado, durante 1,40h, fiz 31,36km com uma velocidade máxima de 44,7 Km/hora.
Um bordo espectacular, desde a bóia 2 (a vermelha) até à praia do rio, numa bolina cerradíssima, tangente ao bico do molhe sul.
Já uma vez perdi uma deriva numa brincadeira semelhante.
If you never fail, you will never succeed

22.08.2009 - Salvamento

Já a festa ia adiantada quando me lembrei de ligar o aparelhómetro.
Mas foi um dia fantástico, com vento entre os 40 e os 50 Km/hora, mareta cavada, mas comprida, com a Gaastra Manic 5,7 e a JP Freestyle Wave 93l.
São estas as minhas condições favoritas.
Andei bem mais de 2 horas, tenho registados 19,25Km, mas devo ter feito mais de 30 e o registo máximo da velocidade foi de 46,2Km/hora.
O dia foi marcado por uma miúda basca que se passou no meio do canal.
Que "estava probando uma tabla pequena" que "no sacava el uatastá" e "que me voi a morir".
Depois de muitos "tranquila" e uns quantos "no passa nada", que não tivesse medo, que ia sair às pedras, quando já pensava em aplicar a regra nº 3 do salvamento marítimo (ou-atinas-ou-levas-duas-chapadas-nas-ventas-que-é-para-te-passar-o-histerismo), lá chegou às pedras do molhe sul.
Ainda a tentei convencer a fazer um bordo para fora, para conseguir entrar, ou deixar-se arrastar com a corrente para sair na praia, mas a miúda estava cansada, com frio e com medo.
Sem bem o que isso é.
Tirei-lhe o material pelos calhaus, veio outro rapaz que ajudou ao carrego até à autocaravana e, pronto, fico com mais um salvamento no currículo.
O melhor de todos, foi sem dúvida o de um palerma que mal sabia andar e que estava encostado nas pedras na ponta sul do molhe norte.
Eram já umas 19.00 de um belo dia de Verão, com vento forte, meio de nordeste, e mar crescido, quando topei com o gajo e fui ter com ele a perguntar se precisava de ajuda.
Que não, dizia o gajo.
Fiquei de olho no tipo e, passados uns 15 minutos, voltei e perguntei-lhe se ía passar ali a noite.
Não, estava só a descansar.
Vais-te quilhar, pensei.
Voltei a sair a barra e, ao entrar, lá estava o tipo a flutuar já a uns bons 300m metros para lá da linha do molhe norte.
Fui ter com ele, tentei acalmá-lo (agora já chorava) e tratei de buscar um barco.
E onde?
Nem uma embarcação na linha do horizonte.
Ao fim da tarde entram sempre tantos barcos e, logo quando era preciso, é que nada.
Decido entrar a barra para ir telefonar para o ISN e que vejo junto à bóia 3: a lancha da Brigada Fiscal da GNR, a abrir pelo canal fora.
Bolina cerrada para a trajectória da lancha, atiro-me à água, saco do apito do meu colete e faço alto aos gajos.
Foi absolutamente surreal.
Abrandam, perguntam o que se passa, informo que está um homem no mar.
Saíram, partiram de um ponto e desenharam uma trajectória em espiral até o pescar.
Quando o largaram na linha de costa já era escuro e o animal estava branco como a cal.
Não o voltei a ver em Viana

22 agosto 2009

21.08.2009 e 20.08.2009 - Os antípodas

O senhor lá de cima abriu as janelas, as portas e os portões.
Fez uma corrente de ar de meter medo ao susto.
Entrei carregado, com a Gaastra Manic 4,7 e a JP Freestyle Wave 93l e só aguentei 1.30h e com algum descanso de permeio.
A água toda branca, mareta tamanho XXL, vento com rajadas de 70km/hora, uma nuvem de areia no ar, dia para amarrar as criancinhas a uma poita para ficarem a bater ao vento.
Mete medo (muito), mas já tinha saudades de um dia assim.
Claro que não me atrevi a meter um pé fora da barra, nem sequer para espreitar.
Foi fantástico.

Em contraponto, o dia de ontem foi uma cagada em três actos.
Dia da Procissão ao Mar, esqueceu-me por o atrelado na praia de manhã.
Logo aí, para começar, foi quase meia hora para fazer os 200m de distância até lá.
Depois, a Santa chamou o vento, mas também o escorraçou.
Ao princípio da tarde soprava nos 40km/hora, mas, quando acabou a procissão, caiu muito.
Entrei com 7m e 120l, mas ao fim da tarde, parou completamente, de tal modo que acabei nas pedras, sem qualquer hipótese de vencer a corrente da vazante.
Valeu pela água lisa, a permitir uma boa velocidade, que chegou aos 48,3Km/hora.

(esqueci-me de desligar o GPS e só dei por ela em casa)

21 agosto 2009

Uma fotografia de telemóvel por dia


As mordomas da Senhora da Agonia, em pose na Praça da Liberdade

Mais um cheirinho das festas!


Descanse, Funes, que terá imagens do fogo.

(é o ficheiro raw, sacado directamente do cartão)
(já fiz 24Gb de video e tenho algumas imagens catitas)

20 agosto 2009

Festas


Começam hoje as Festas da Senhora da Agonia
Estou a fazer imagens.
Vamos a ver o que sai daqui.

Uma vergonha.

O meu aquário está uma vergonha.
Estive no Porto na segunda-feira e encontrei duas lâmpadas fundidas, CO2 a zero, vidros completamente verdes, alguedo com fartura, das pretas e das verdes, plantio descontrolado, enfim, o fruto de quase um mês de desmazelo.
Fiz a TPA (durante as férias tem sido quinzenal), dei-lhe uma boa limpeza, com força na tesoura e, ao menos, perdeu o ar de abandono.
A partir de Setembro tenho de voltar a dedicar-lhe algum tempo.
Os manos Pancrácio estão finos.
O propriamente dito está grande e gordo que nem um texugo.
Os três mais fracos continuam minúsculos, mas igualmente com ar de saúde.
Os outros dois, normais.
Vou ver se levo a câmara ao Porto da próxima vez que lá for para fazer uns retratos.
Caso contrário, a Mac ainda me manda escalpar.

Uma fotografia de telemóvel por dia


Inspirado por Zekez Carvalho vou passar a publicar a cada dia uma fotografia tirada com o telemóvel.
Será o que me passar pela frente.
Hoje é um fim de tarde dentro da barra de Viana do Castelo.

18.08.2009 - Fraquinho, fraquinho...

Entrei tarde, quando cheguei estava forte, para 5,7 e 90 litros.
Mal faço o primeiro bordo, o cabrão (não tem outro nome) para.
Fiquei à saída da barra, sem flutuação, a olhar para ontem.
Lá consegui entrar à rasca, depois de dois bordos manhosos e acabei nas pedras do molhe sul, com uns bons 20m de natação para chegar a terra .
Pior sorte teve o Alberto, que saiu directo para o mar a acabou por vir do Rodanho com o material às costas.
São uma data de quilómetros.
Troquei para 120 litros e fiquei dentro da barra a brincar na água lisa.
Os últimos 3/4 de hora salvaram o dia, quando o palerma do vento se lembrou de voltar a subir.
28,73Km, percorridos em 2.05h, com uma velocidade máxima de 46,8Km/hora.
Quarta-feira, népia.
Solução: bovagantes em Baiona.
Menos mal.

17 agosto 2009

16.08.09 - Outro dia de sonho

Novamente presente, o vento esteve hoje um pouco mais fraco que ontem.
Não chegou aos 40 Km, montei a mesma vela, mas com mais volume nos pés: entrei com a JP Xcite 120l.
Fui directo para o mar, fiz alguns alguns bordos em frente ao Luziamar, com alguns saltos na vaga pequena e depois, com um amigo, arrisquei uma saída para fora, para desfrutar de vagas a sério.
Má decisão.
O vento falhava completamente logo a seguir à linha do molhe norte e, em mar aberto, não se brinca.
Portanto, desisti a meio.
Na volta ainda gozei com a vista da linha de costa marcada pelo horror das construções de Vila Praia de Âncora e pelo cónico Monte de Santa Tecla.
Outra vez na segurança da baía, fui até aos penedos da Orbitur e como o vento começava a falhar, optei por entrar na barra, para não correr o risco de voltar a pé.
Dois bordos de uma bolina completamente fechada (um muito comprido, para lá da linha do molhe norte), no limite da linha de vento, com o peso todo à frente, e estava dentro.
Só a forte corrente da vazante (muito forte mesmo) me impediu de passar o bico do molhe sul e chegar directo à praia do rio no segundo bordo.
Do bico para a praia do Coral, com algum receio por cauda dos dois penedos que aparecem na vazante e que ainda estavam submersos (descobri hoje que foram finalmente marcados com bóias) e, daí, tentei fazer um bordo completamente ao largo até à praia do Rio, que falhou com um spinout à saída do porto de pesca, por causa da total falta de vento provocada pelas construções.
Foram 27,29km, durante 01.49h, com uma velocidade máxima de 47,5km/h.
Segunda-feira no Porto, a seco.
Mas terça-feira há mais!
Assim queira Eolo.

16 agosto 2009

15.08.09 - Voltou e voltou perfeita

Depois de 3 dias a seco, a derreter ao calor, está de volta a Nortada.
Segundo as previsões, aguenta-se até sexta-feira.
Hoje (ontem), vento entre os 35 e os 40 Km/hora, mar com alguma vaga, não mais de um metro.
Montei a Gaastra Manic 5,7 e a JP Freestylewave 93l, andei durante 2.16h, fiz 31,30km de água e cheguei aos 46,3km/hora.
Saí da barra ao fim de quase uma hora e, mal cheguei à praia, o vento caiu muito.
Com um submersível debaixo dos pés, não havia que fazer.
Era voltar a pé, com o material às costas.
Teimoso, andei uma boa meia hora a planar no limite, apenas na zona em frente à entrada da barra, logo abaixo da Orbitur, sempre a abrir ao vento, até que, de repente, booom, voltou e mais forte do que antes.
Garantiu ainda uma hora de divertimento puro e a volta a casa pela água, sempre em bolina cerrada.
Lição do dia: nunca desistir.

14 agosto 2009

Praia do Forte do Cão

A minha primeira experiência com o Final Cut Pro.
A diferença essencial em relação ao Express é o codec utilizado, o Prores 422, em vez do Apple Intermediate Codec.
Gostei.
Algumas dificuldades na habituação ao Compressor, mas nada por aí além.
Duas ou três tentativas e voilá!

12 agosto 2009

Praia do Forte do Cão

Com este calor, pouco é o vento que faz.
Hoje, não mais do que 20 Km/hora e só pelo final da tarde.
Podia ter entrado com 8,5m ou 10,5m e 165l, mas nem me apeteceu.
Depois de 4 dias seguidos a andar, dois com 5,7 e outros dois com 7 metros, não valia a pena.
Em vez disso, passeei pela praia do Forte do Cão a recolher imagens.
É um sítio muito bonito, sem história assinalável, que recordo como o local onde parti pela primeira vez uma corrente (a subir aqueles degraus feitos na pedra, a sueste do forte, vindo de um caminho de pé posto que o liga ao farol de Montedor)
Vou experimentar pela primeira vez o Final Cut Pro 3, já converti os ficheiros para ProRes422 HQ (gigantescos, por sinal) e vou tratar do corte e costura.
Fica aqui o percurso efectuado, gentileza da minha Sogra.


Amanhã ou depois, conforme corra a coisa, publico o video.

11 agosto 2009

Suunto X10 Military

A minha santa Sogra ofereceu-me um relógio catita pelo meu aniversário.
Só agora tive oportunidade de começar a desvendar os profundos mistérios de tão complexa maquineta:
.
Entre outras maravilhas, o GPS incorporado permite seguir os percursos que efectuo, entre os quais estão obviamente os de windsurf.
Aqui está o dia de hoje, num total de 23,61Km percorridos, durante 02:02:48, com uma velocidade máxima de 44,1Km/hora.
Montei uma vela Gaastra Matrix 7,0m e uma prancha JP Xcite 120l.
Vento fraco a moderado, entre os 20 e 30 Km/hora.
Água lisa dentro da barra, praticamente sem mareta, picado em mar aberto, com vaga de metro.
Sem ondas.

Se me der na telha, vou fazer aqui um diário dos meus percursos de windsurf.