24 junho 2007

Dia 57 - O ET piorou

O raio do peixe já veio mal, com uma infestação parasitária grave.
A verdade é que desfez-se da ténia, com o Tremazol, e, a partir da segunda aplicação, melhorou bastante.
Esta semana piorou outra vez.
Passou pelo Esha 2000 como se não fosse nada com ele.
Continua magro, a comer muito mal.
Curioso é que se integra no grupo e come bem algas.
Muito estranho.
Mas, a continuar assim, é peixinho para o saquinho.
Hoje, em tentativa desesperada, fiz-lhe um banho intensivo de 30 minutos com Nifurpirinol, um antibiótico potente.
Vamos a ver como está amanhã.
Se o antibiótico não resultar, vou para o formol.
Aguente o gajo até lá.

Dia 57 - Parâmetros

Temp: 28 Cº
PH: 7,1
GH: 6
KH: 2
NH4: 0 mg/l
NO2:-0,3 mg/l
NO3: 5 mg/l
PO4: 0,25 mg/l
O2: 4 mg/l
ORP: 398 mV
Continua a desarticulação entre os fosfatos e os nitratos.
Não há maneira de atinar a manter a proporção de 1:10.
Antes deixava os nitratos subir até aos 10, e começava a introduzir fosfatos até chegarem a 1.
Desapareciam os nitratos e os fosfatos.
Depois de verificar isso, passei a introduzir, de dois em dois dias, 30ml da solução de fosfatos da Kent e o resultado é que os nitratos nunca chegam a passar dos 5.
A gaita é que os fosfatos estão muitas vezes - como é o caso hoje - abaixo dos o,5 mg/l.
Não me atrevo a meter mais fosfatos, porque já estou a braços com o primeiro ataque de filamentosas.
Nada de muito grave, mas hoje já apanhei à pinça uma boa carrada delas.
Vou reforçar o potássio de 15 ml/dia para os 25 ml/dia a ver se elas desaparecem.
Até é bonita, o raio da alga.

Dia 51 - Como construir uma bomba?

Preciso de saber como se faz uma bomba.
Grande.
Com pelo menos 200 Kg de gelamonite.
É para por nos SMAS.
E arrasar aquilo.
Na manhã deste dia, os meus discus passaram-se com a TPA matinal.
Cheios de medo, enfiados a um canto, com as barbatanas coladas, a correr feitos doidos mal me chego ao aqua.
Uma vistoria detalhada, deu para encontar 4 caridinas e 2 cherrys mortos, fora os outros que podiam estar para lá no meio do mato e não consigui ver.
Um dos caridinas, uma fêmea com 6cm, carregadinha de ovos.
Sem perceber nada do que estava a acontecer, fui procurar a causa para aquela histeria toda.
Não demorou muito tempo: a água da companhia estava a sair da torneira com um Gh de 8 e um Kh que passou das 10 gotas sem ficar na cor.
Calhou estar a fazer Tremazol, e por isso, fiz TPA de 25% ao fim de 6 horas, 25% ao fim de 12h, 25% ao fim de 24h, 25% ao fim de 36h, 25% ao fim de 48h e 25% diários daí para a frente durante 7 dias.
Depois do segundo tratamento, o Zé Guedes começou a comer mal, mais afastado do grupo, com sinais de medo.
Atribuí ao Tremazol, já que todos os parâmetros do aqua estavam bem.
Pouco tempo depois, foi o Funes a ficar com ar de caso.
Fui procurar tudo, indo desta vez também à água do reservatório.
Ph a 8 e não sei quantos.
Tinha já encontrado uma referência que o ph aumentava na água em depósito.
Turfa para dentro do depósito, sem verificar também as durezas e visto a água da torneira.
Continuei a atribuir os sinais de mal estar ao Tremazol.
Mas não era.
Com o terceiro tratamento com Tremazol e com as TPA brutais, injectei no aqua quantidades massivas de água com parâmetros de dureza e ph completamente impróprios.
Turfa com fartura, no aqua e no reservatório, trouxe o ph para 6,8 Gh 6 e Kh 4, com imediatas melhoras gerais.
Muita fominha, cardume em formação cerrada, passeios habituais, bulhas de quando em vez.
Que susto!...
Só à bomba!...

18 junho 2007

Dia 51 - Uma alegria

Apareceu-me esta coisa no aqua:

Não me apercebi de nada.
Tem menos de um centímetro e não há mais nenhum.
Não dei pela gestação e pela oclusão.
Passou-me completamente ao lado.
O certo é que o gajo não apareceu por geração espontânea.
Aqui está o Firmeza, em homenagem à rua que o viu nascer.
O padrinho foi o Araújo.

12 junho 2007

Dia 44 - Os diabretes



Dia 43 - Veni, vidi, vici

Vieram, viram e venceram.
Tal e qual.
Quatro pequenotes com cinco centímetros (um nem chega a isso) chegaram ao aqua e integraram-se no cardume como se lá tivessem nascido.
Sem tangas.
Logo a seguir a soltá-los, experimentei ligar metade da luz, meio a medo, e servi artémia no cone.
Não se fizeram rogados e atiraram-se a ela.
O almoço de papa foi mais tarde do que o habitual e lá vieram comer, como os outros, da minha mão.
Inacreditável.
Ao jantar, não desdenharam o granulado, que, ao contrário dos demais pascácios (só lhe mexem depois de pousar no fundo), atacaram ainda em queda.
Fenomenais.
Isto sempre às voltinhas com o resto do povo, sem sustos, nem preocupações.
É como se fosse a sua casa de sempre.
Até estou com medo.
Quando a esmola é grande, o pobre desconfia...
Ademais, são lindos.
Linhas absolutamente perfeitas, completamente redondos, grandes barbatanas, gordinhos, olhos proporcionais ao tamanho.
E cor.
O raio dos bichos já têm cor.
Estou absolutamente maravilhado com eles.
Que os deuses dos rios os protejam.

05 junho 2007

Dia 38 - A ténia

O ET andava mal.
Deixei aqui nota.
Ontem, fiz a primeira dose de Tremazol.
Está, neste preciso momento, a parir a ténia.
Bicho nojento e asqueroso.

Creio que agora vai recuperar completamente.

Dia 38 - Momento mágico

Primeiro, veio o Zé Guedes.
A medo. Titubiante.
Beliscou um pouco.
Hesitou.
Mordiscou mais um bocado.
Começou a comer.
Depois, o Funes, já confiante.
A seguir o Phone Home, esbaforido e sofrego, como é do feitio dele.
Hoje, os meus peixes comeram da minha mão.
Fiquei um bocado emocionado.

02 junho 2007

Dia 34 - Continuam uma porcaria de fotografias...


...mas não é por falta de esforço

Dia 34 - Chegaram...

...os discus da importação do Wayne.
30 horas de viagem desde Hong-Kong.
O Paulo mandou-me as primeiras fotos, sem luz ou flash, para não os pertubar
Vão ficar com ele uns dias largos, para se aclimatarem sem problemas.
Absolutamente impecável, o Paulo.

01 junho 2007

Dia 34 - Parâmetros e equipamento

Temp.: 29 Cº
PH: 6,9
GH: 5
KH: 2
NH4: 0 mg/l
NO2: <0,3 mg/l
NO3: 10 mg/l
PO4: 0,1 mg/l
O2: 4 mg/l
ORP: 424 mV
Os nitratos estão agora em valores ideais para um plantado. Não podem subir mais para não incomodar os discus.
Os fosfatos é que não há maneira de subirem.
Estava convencido que a artémia e o krill congelados seriam suficientes para por aquilo em 1mg/l ou mesmo mais.
Se este défice persistir, vou ter de começar a fertilizar também com P.
O ORP subiu muito, tendo já atingido, nalguns períodos, valores superiores a 500 mV.
É estranho, dado o aumento da carga de matéria orgânica, com a entrada dos discus no aqua.
Vou limpar a sonda e calibrá-la.
Na volta, precisa de substituição.
Mandei vir, com o pessoal do Reefforum, um controlador de ph Weipro, a bom preço.
Passo a ficar descansado com a injecção de CO2, já que agora estou sempre com medo de uma quebra brusca de ph.
Tenho aquilo controlado, mas mesmo assim, não vale a pena correr riscos.
O segundo 2080 já está a bombar.
Sob o ponto de vista de equipamento, falta-me só montar o Xp2, com a UV e fica tudo pronto.
Pode começar a rolar em velocidade de cruzeiro.
Claro que há o controlador geral da Aquatronic.
Uma pipa de massa.
Mas é um estrondo.
Tenho de fazer é bem as contas por quanto me vai ficar o quadro eléctrico.
Com a série de temporizadores que preciso, na volta nem é assim uma diferença tão grande como isso.
E aquilo é um luxo oriental.
Até permite acesso remoto e avisos por e-mail.
A ver vamos.

Dia 34 - O primeiro problema sério

O ET não está bem.
Excluí-se muito do grupo, está escuro e com os olhos baços.
Come mal.
Creio que ele trazia uma infestação parasitária.
Terminou hoje a segunda rodada de Hexamita, da Esha.
Não aparenta sinais externos de infecção bacteriana, mas estou preocupado.
Se a infestação for grave e não a conseguir debelar, uma bactéria qualquer vai matar-mo.
Seja como for, hoje já mostrava melhoras, pelo menos quanto à cor e à integração no grupo.
Não arranjei praziquantel, na apresentação Tremazol, com boa solubilidade em água.
Vou procurar amanhã, para ver se faço depois de 48 horas de descanso do Hexamita, com o aqua a carvão activado.
Na falta, vai mesmo o Droncit ou o Tenilvet.
É para os cães, não se dissolve bem na água, mas se tiver que ser...
De qualquer modo, os outros apresentam alguns sintomas de parasitas nas guelras.
Coçeira pelas plantas, seguidas de arranques rápidos. Tremeliques nas barbatanas dorsais.
De resto, as "ervas" - como lhes chama o Araújo - crescem razoavelmente bem.
Esta semana cortei os pés mais altos da Limnophilla (que já tocavam o cimo do aqua) e replantei as podas na zona circundante, aumentado a área de plantação, quer para a esquerda, quer para a direita.
A seguir, virei-me para a Luísa e perguntei-lhe:"Já viu a foda que dei na Limnophilla?". Saíu-me. Não foram os vês pelos bês, foram os pês pelos efes . Agora chamam-me dendrófilo.
Esta planta não estava nos meus planos iniciais, mas é muito bonita e dá um lindo efeito.
Se a Ludwigia Arcuata persistir em não se desenvolver (só agora está com progressos visíveis) vou limitar esta à zona frontal entre as duas pedras e ocupar toda a traseira da pedra mais baixa com aquela.
Os arbustos de Rotala compactaram muito bem, apesar de só terem crescido em altura uns quantos pés (alguns com uns bons 15cm para cima da linha geral), que podei á altura dos demais.
Está também a ficar muito bonita.
Dei uns toques nos troncos do lado direito e passei a pedra grande que apoia o tronco superior para o inferior.
Parece que o superior finalmente já não flutua.
Plantei uma podas de Rotala, por debaixo do tronco superior, de maneira a prolongar o arbusto direito um pouco mais para a frente.
A Hemianthus Cuba pouco ou nada evoluiu.
Confirma-se a dificuldade de manutenção do tapete com os Discus.
Eles revolvem muito o substracto, sobretudo para comer o granulado que se deposita no fundo.
Os gajos gostam de pastar e, pronto, lá se vai o tapete.
Para obviar a isto, optei pelo lado direito para a zona de alimentação, de maneira a ver se viabilizo o tapete na parte frontal e esquerda.
Afinal de contas, para alguma coisa servem os dois metros de frente.
Seja como for, a prioridade será sempre dos peixes.